quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Verão

Verão me deixa assim, ó:


GRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR!

Explico: não gosto de calor. até aí tudo bem, ventilador, água gelada, roupas mais leves... Não tenho grana pra ar condicionado, mas memso assim, ok, quanto à tempertura, é me virar com o que puder.

Pior que o calor maldito que me tira qualquer ânimo de fazer qualquer coisa (estou inclusive desanimado pra continuar escrevendo, mas farei um esforço para continuar), são as situações adversas que a estação traz consigo.

Moro em Guarapari, ES, cuja população é de cerca de 120 mil habitantes, mas que para a virada do ano, mês de janeiro e carnaval (maldito seja quem inventou o carnaval! Que arda no fogo do mais profundo e miserável inferno!) recebe cerca de 300 mil a 400 mil visitantes. ou seja, sem muita preocupação com exatidão, é como tentar 'encaixar' um ovo de galinha dentro de um ovo de codorna, ou seja, traduzindo numa só palavra: CAOS.

Traduzindo caos: trânsito congestionado (no melhor estilo 'hora do rush' de São Paulo), filas para comprar desde pão até um simples picolé; turistas que se esquecem de que os habitantes trabalham e fazem algazarra até altas horas da noite; os mesmos turistas que jogam lixo no chão, e depois reclamam da limpeza pública (olha a falta de bom senso aí, minha gente!); preços aumentados sem uma razão lógica; afluxo de pedintes, moradores de rua e vendedores ambulantes por causa dos turistas; assaltos mais frequentes que não distiguem moradores de turistas, ou seja, o turista vem, se faz presa fácil, atrai assaltantes e quem se ferra é o morador da cidade... enfim... turismo numa cidade que não está preparada para receber turistas não dá certo!

Desde muito tempo afirmo que a prefeitura deveria deixar de investir (e olha que investe mal, muito mal!) no turismo e valorizar o cidadão guarapariense, fomentando a implantação de indústrias pouco poluentes (como é o caso da indústria de confecção de roupas), gerando mais empregos no setor de serviços, indústria e comércio, pois aí sim teríamos um real crescimento do município, tanto do ponto de vista econômico quanto social. Sendo mais claro: enquanto Guarapari for apenas 'praia de mineiro', os verões aqui serão essa bagunça. Isso me desanima a continuar morando aqui, tanto que assim que puder, me mudarei 'com malas e cuias' para uma cidade interiorana, não turística, preferencialmente no Sul do Brasil, onde o verão não seja tão rigoroso.

'Té mais.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Boas Festas!

É simples, mas é de coração:


Alegrai-vos! Alegrai-vos! O Cristo nasceu da Virgem Maria!

Assistam a este belíssimo vídeo de LIBERA, o coro de meninos da Saint Phillip's Church!



Muita Paz!

domingo, 20 de dezembro de 2009

Da falta de bom senso - Parte IV

Lá vamos nós mais uma vez, falar sobre a falta de bom senso.

Mas afinal, que diabos é ter bom senso?

segundo a Wikipedia:

Bom senso é um conceito usado na argumentação que é estritamente ligado às noções de Sabedoria e de Razoabilidade, e que define a capacidade média que uma pessoa possui, ou deveria possuir, de adequar regras e costumes à determinadas realidades, e assim poder fazer bons julgamentos e escolhas. Pode, assim, ser definido como a forma de "filosofar" espontânea do homem comum, também chamada de "filosofia de vida", que supõe certa capacidade de organização e independência de quem analisa a experiência de vida cotidiana.

O bom senso é por vezes confundido com a ideia de senso comum, sendo no entanto muita vezes o seu oposto. Ao passo que o senso comum pode refletir muitas vezes uma opinião por vezes errônea e preconceituosa sobre determinado objeto, o bom senso é ligado à ideia de sensatez, sendo uma capacidade intuitiva de distinguir a melhor conduta em situações específicas que, muitas vezes, são difíceis de serem analisadas mais longamente. Para Aristóteles, o bom senso é "elemento central da conduta ética uma capacidade virtuosa de achar o meio termo e distinguir a ação correta, o que é em termos mais simples, nada mais que bom senso."

http://pt.wikipedia.org/wiki/Bom_senso

Enfim,

TÁ FALTANDO BOM SENSO, MINHA GENTE!!!
(Wallace Rocha)

Falta bom senso na vida
Falta também na Nação
Não há bom senso no governo
E também o falta no cidadão

Amigos tratam amigos
Sem bom senso nem consideração
Traem, omitem e lesam
Quem deveriam tratar como irmão

Há bom senso em poucas ações
Em poucos comportamentos
Falta bom senso até
No necessário pensamento

Não refletem nem escolhem bem
Sobre as palavras que têm a dizer
Vomitam uma verborragia
Que vazia só pode ser

Os espertinhos pensam que têm
Bom senso em toda armação
Mas esquecem, pobres coitados
Quem nem todos são bobos não

Falta bom senso, minha gente
Vamos pensar um pouco mais
Não passe atestado de ignorância
Raciocinar nunca é demais.



É isso, pessoal. Como li, certa vez, "o azar dos espertinhos, é achar que todo mundo é besta".


sábado, 19 de dezembro de 2009

Da boa vontade de abrir caminhos

Em 1995 ou 96, não lembro bem, li, num impresso informativo do sindicato dos bancários quando era estagiário no Banco do Brasil (sim, já fui bancário, ou pelo menos, estagiário em banco^^)umas trovas de cordel que muito me marcou, e que posto abaixo. Depois comento o mesmo.

Vanguarda
(João Olavo Roses)


Quem vai na frente

Não vê caminhos,

Cai no buraco,

Pisa no espinho.


Pés machucados,

Olhar dolente,

Mãos calejadas:

Quem vai na frente.


Quem vai na frente

Não vê estrada,

Em plena mata,

Abre picada.


Cavando a terra,

Joga a semente.

Não colhe flores

Quem vai na frente.


Quem vai na frente

Não tem asfalto.

Não tem conforto,

Só sobressalto.


Planta e não colhe,

Luta e não vence.

Sofre e não canta...

Quem vai na frente.


Mas abre estradas,

Planta caminhos,

Buracos tapa,

Arranca espinhos.


E deixa as flores,

Quem sempre faz

Feliz e alegre

Quem vem atrás.




Pois é, muitas vezes sentimos as agruras por executarmos um trabalho, cumprirmos uma tarefa, mas não é à toa. Certa vez meu frater rosacruz Isaac Newton bem observou ao dizer que viu mais longe porque se apoiou sobre ombros de gigantes. Assim, o grupo BEM (Bálsamo do Espiritismo em Música) sintetizou numa bela canção o pensamento do frater Newton:



SOBRE OMBROS DE GIGANTES
(Grupo BEM)


Não fui eu quem deu o primeiro passo
no caminho que eu percorri
Não fui eu quem cultivou as sementes
das flores que eu colhi no jardim
Existiu alguém
que abriu as portas pra eu passar
E ir além
de onde esse alguém pôde chegar

Se eu vi tão longe
foi porque estava apoiado
em ombros de gigantes
Se eu vim tão longe
foi porque segui os passos
de quem veio antes

Não serei eu a dar o último passo
no caminho que outros farão
Mas plantei as minhas próprias semente
dos frutos que outros colherão
Por onde andei
Havia uma luz pra seguir
E eu trabalhei
Para iluminar os que estão por vir


É uma bela canção.


Recebam meus votos de Paz Profunda!


segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

O inferno são os outros.

Como o próprio título deste post já enuncia, vou falar do inferno que são os outros. Esta é uma ideia de Jean Paul Sartre, filósofo francês que desenvolve essa questão da convivência inevitável que muitas vezes nos impede de sermos nós mesmos, de realizarmos o que quisermos, pois empre nos criticarão, sempre nos imporão barreiras

Acordei de péssimo humor hoje, e apenas as vozes das pessoas são o suficiente para me irritar - a voz dos outros fazem parte desse inferno - principalmente quando não apenas comentam algo, mas também reclamam e criticam de forma negativa as coisas e pessoas. Não que eu seja a perfeição em pessoa - longe disso - mas haja paciência para aguentar gente reclamando todo o tempo! Um sábio que escreve por vias mediúnicas chamado Hammed escreveu certa vez pelas mãos do médium Francisco do Espirito Santo Neto:

"Cada um vê o universo das coisas pelo que é.
Vemos o mundo e as criaturas segundo o nível de
desenvolvimento da consciência em que vivemos".

As dores da alma - Edições Boa Nova

Pois bem, quando nos conscientizamos disso e procuramos, malgrado os impecilhos que os outros nos colocam, nos melhorarmos, tudo bem, mas e quando os outros não se conscientizam? Sim, infelizmente Sartre estava certo.

Por outro lado, não é o que o outro faz, mas o que esperamos que o outro faça que nos causa tanta desilusão, tanta trsiteza. Esperamos lealdade, fidelidade, respeito, reciprocidade... Esperamos e esperamos. E o que damos de nós? Ou melhor, e o que damos de nós apenas pelo prazer de proporcionar aos outros algo de bom? Tantas perguntas... Filosoficamente, as perguntas são mais importantes do que as respostas, mas, convenhamos, perguntas sem respostas são um inferno.

Para parar com o trololó: Verão chegando, cidade se enchendo de turistas mal educados. Alguém aí sabe se existe um vôo baratinho para a Sibéria?